A Canção do Errante Aengus

Amanhã é o dia de São Patrício, informalmente o Dia da Irlanda, e nada melhor que um de seus imortais fíli (pois ele era poeta & mago, como seus ilustres antecessores), o grande William Butler Yeats, para contar da busca de Aengus por seu amor.

Eu rumei para o bosque das aveleiras
Porque um fogo ardia em minha cabeça,
Uma vara de aveleira cortei e descasquei,
E amarrei uma baga num cordão;
E quando as mariposas brancas alçaram vôo,
E estrelas a elas semelhantes cintilavam,
Lancei a baga na correnteza
E pesquei uma pequena truta prateada.
Quando a deitei ao chão
Fui soprar as brasas da fogueira,
Mas algo farfalhou no solo,
E alguém me chamou pelo nome:
Ela se tornara uma bela jovem
Com flores de macieira nos cabelos
Que me chamou pelo nome e fugiu,
Desaparecendo pelo ar tremeluzente.
Mesmo que eu envelheça nesta procura
Por terras vazias e lugares montanhosos,
Eu descobrirei aonde ela foi parar,
E beijarei seus lábios e tomarei suas mãos;
E caminharei pela longa e matizada grama,
E colherei até tempo e tempos findarem,
As maçãs prateadas da lua,
As maçãs douradas do sol.

(traduzido por Ricardo Silva (Endovelicon) em 16 de Março de 2017 e postado aqui neste dia; reprodução autorizada para fins não-comerciais, desde que constando os nomes do autor e tradutor)

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