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	<title>O Bosque de Mil Árvores</title>
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	<description>Há tantos modos de ser Celta quanto folhas num carvalho - estes são alguns deles...</description>
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		<title>Argumento Pró-Politeísmo</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jul 2010 02:40:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>endovelicon</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[ Este texto de John Michael Greer, Arquidruida da AODA, iniciado na OBOD e ADF, foi originalmente postado numa lista fechada da ADF, para a qual não há link aberto; uma versão posterior e mais elaborada dele faz parte do livro &#8220;A World Full of Gods&#8220;, e eu o postei aqui para colaborar com o tema [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=endovelicon.wordpress.com&amp;blog=2749506&amp;post=32&amp;subd=endovelicon&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Este texto de <a href="http://thearchdruidreport.blogspot.com/">John Michael Greer</a>, Arquidruida da <a href="http://www.aoda.org/">AODA</a>, iniciado na <a href="http://www.druidry.org/">OBOD </a>e <a href="http://www.adf.org/core/">ADF</a>, foi originalmente postado numa lista fechada da ADF, para a qual não há link aberto; uma versão posterior e mais elaborada dele faz parte do livro &#8220;<a href="http://www.amazon.com/World-Full-Gods-Inquiry-Polytheism/dp/0976568101">A World Full of Gods</a>&#8220;, e eu o postei aqui para colaborar com o tema que Marcílio está discutindo no <a href="http://parahybapagan.wordpress.com/2010/06/28/adversus-monotheismos-pars-i/">Parahyba Pagã</a>:<span id="more-32"></span></p>
<p>ARGUMENTO PRÓ-POLITEÍSMO</p>
<p>Saudações a todos,</p>
<p>Seguindo linhas mencionadas antes, eu gostaria de apresentar um argumento lógico em que venho trabalhando, a favor do politeísmo. Aqueles com uma formação filosófica provavelmente gostarão de saber antes que isso é um argumento <em>a posteriori</em> baseado na evidência da diversidade da experiência religiosa. Até agora, tive uma boa acolhida ao apresentá-lo por meio de uma analogia expandida, então aí vamos nós.</p>
<p>Imaginem uma vila com cinco casas, cujos moradores têm algumas crenças notáveis sobre os gatos. Ou, em quatro das cinco casas, sobre O Gato&#8230;</p>
<p>Um pesquisador do folclore chega à vila um dia, bate à porta da primeira casa, e pede para entrevistar o dono da casa com relação à sua crença em entes felinos. &#8220;Claro que eu acredito no Gato&#8221;, responde ele. &#8220;Existe um Gato, que é castanho com olhos azuis. Eu aprendi sobre O Gato com os meus pais. Toda manhã eu vou à varanda, chamo &#8216;Aqui, gatinho, gatinho!&#8217; e deixo uma tigela de miúdos &#8212; e na manhã seguinte, eles se foram. Eu já vi O Gato uma vez, em pessoa &#8212; e Ele ronronou para mim, o que mostra que Ele aprova a minha crença. Ele é castanho de olhos azuis, como eu disse&#8221;.</p>
<p>O dono da casa #1 tem opiniões definidas sobre os outros moradores da vila, que discordam dele quanto à natureza do Gato. Obviamente eles nunca encontraram o verdadeiro Gato, ele insiste, ou saberiam que Ele é castanho de olhos azuis. &#8220;Uma pena, realmente&#8221;, diz ele, &#8220;que eles não conheçam melhor, e continuem fazendo os chamados errados e deixando os tipos errados de comida para gatos que não estão lá&#8221;. Ele insiste que a comida que os outros deixam é comida por vagabundos errantes à noite.</p>
<p>O pesquisador vai até a segunda casa, e faz as mesmas perguntas. O dono da casa #2 também acredita na existência de um único Gato, mas diz que Ele é preto com olhos verdes. Toda noite ele deixa uma tigela com leite na porta dos fundos e chama &#8220;Bichano-chano-chano!&#8221; e o leite desapareceu na noite seguinte. Ele também teve um encontro pessoal com O Gato, e descreve em termos de arrepiar a noite em que voltava bêbado do bar da vila vizinha, quando ouviu um miado extraterreno e viu O Gato olhando para ele com olhos brilhantes do alto da cerca de casa. &#8220;Eu digo, quase morri de susto naquela noite, e a minha vida mudou do avesso: desde aquele dia eu não voltei mais a beber&#8221;.</p>
<p>O dono da casa #2 também tem algo a dizer sobre seus vizinhos mal-informados, que discordam dele quanto à natureza do Gato. Ele sabe que eles deixam comida, mas está convencido de que essas oferendas são levadas, não pelo Gato, mas por algo muito menos agradável. &#8220;Ratos de esgoto saem à noite e comem o que os outros deixam lá&#8221;, diz ele. &#8220;Claro, tenho certeza que alguns deles acreditam que estão alimentando O Gato, mas estou convencido de que outros estão deliberadamente alimentando os ratos &#8211;até mesmo acariciando seu pêlo sebento. Revoltante, eu digo. Cedo ou tarde, no Seu tempo, O Gato matará todos os ratos e aí veremos quem nesta vila receberá o ron-rom e quem receberá arranhões e mordidas!&#8221;</p>
<p>Nosso pesquisador segue para a terceira casa, e faz as mesmas perguntas. A dona da casa também acredita no Gato, mas tem pontos de vista muito mais tolerantes que seus vizinhos. &#8220;Ele é um macho grande e alaranjado com olhos cor de laranja&#8221;, ela explica. &#8220;Sei que os outros discordam, claro. É preciso admitir que eles realmente obtiveram conhecimento verdadeiro sobre O Gato; afinal, todos reconhecem que O Gato tem quatro patas, cauda, orelhas pontudas, e bigodes. Eu suspeito que eles podem ter visto O Gato realmente, à distância, ou em más condições de iluminação. O Gato pode até ter rolado no pó, e aí surgido para alguns deles; Ele age de modos misteriosos, afinal de contas.&#8221;</p>
<p>A dona da casa #3 também encontrou O Gato em pessoa; ela O viu um entardecer, na cerca que divide sua propriedade daquela da casa #2. &#8220;É assim que eu sei que Ele não se limita a uma só propriedade&#8221;, ela explica. Todos os dias ao meio-dia, ela deixa uma tigela de ração enlatada e sai em silêncio, sabendo que esse é o jeito correto de alimentar O Gato. Ela acha, no entanto, que O Gato provavelmente come também os miúdos e o leite deixados pelos dois primeiros donos de casa, embora Ele prefira ração enlatada acima de tudo.</p>
<p>O pesquisador vai até a quarta casa, e faz as mesmas perguntas. O dono da casa #4 é um engenheiro com estantes cheias de livros científicos e matemáticos, e ele logo despeja seu desprezo sobre o que ele considera ser uma crença insensata no Gato. &#8220;Eu nunca o vi, e não acredito que alguém o tenha visto&#8221;, diz ele. As declarações dos outros, de ter encontrado O Gato pessoalmente? &#8220;Alucinações ou percepçôes equivocadas de fenômenos completamente não-felinos, fortemente acentuadas por uma intensa vontade de acreditar. Se você quiser ver um gato com força suficiente, vai acabar se convencendo de que cada folha que se move é um gato&#8221;. A comida deixada por eles? &#8220;Comida por vagabundos errantes, muito provavelmente. Há muitas explicações que não requerem a crença em algum tipo de felino&#8221;. Ele aponta as contradições nos relatos sobre O Gato: &#8220;Olha, um só Gato não pode ser castanho, preto e alaranjado ao mesmo tempo! É logicamente impossível&#8211;e esse tipo de contradição é uma das melhores provas de que não existe esse negócio de Gato&#8221;.</p>
<p>Por fim, nosso pesquisador chega à última casa da vila, uma cabaninha no fim da rua, e faz as mesmas perguntas à velha que lhe abriu a porta. Ela ri. &#8220;Você andou falando com os outros? Eles são todos tontos&#8221;, ela diz ao pesquisador. &#8220;Tem havido três gatos diferentes na vila nos últimos anos&#8211;um castanho, um preto, e um grande macho alaranjado. Cada um tem seu próprio território e faz suas rondas, e cada um sabe onde e quando ir para obter sua comida favorita. Claro que todos vem aqui de vez em quando, e eu tenho miúdos, leite e ração enlatada para alimentá-los&#8221;.</p>
<p>&#8220;E o mais engraçado nisso tudo&#8221;, continua a velha, &#8220;é que um novo gato &#8212; uma fêmea Burmesa&#8211; apareceu aqui há pouco tempo, e ela acabou de ter uma ninhada de gatinhos. O que o pessoal da vila vai pensar deles quando começarem a sair por aí, não consigo nem imaginar!&#8221;    </p>
<p>O dono da casa #1 é um monofelista exclusivo &#8212; isto é, ele acredita que só existe um gato, que ele alega ser capaz de identificar, e também acredita que todos os outros gatos alegados não existem. O dono da casa #2 também é um monofelista exclusivo, mas de outro tipo &#8212; ele também acredita que só há um gato, que alega ser capaz de identificar, mas ele admite a realidade de outros seres que fingem ser gatos; ele apenas nega que eles tenham status felino.</p>
<p>A dona  da casa #3 é de outro tipo, por assim dizer. Ela é uma monofelista inclusiva; ela acredita que só há um gato, que alega ser capaz de identificar, mas ela considera que as experiências dos outros com o gato são baseadas em experiências reais. Ela explica as diferenças entre relatos do Gato como produtos de percepcão ou interpretação inacurada.</p>
<p>Todos os três monofelistas tiveram um encontro pessoal com um gato, e isso forma a base crucial da sua crença de que podem identificar o verdadeiro gato. Todos os três desenvolveram estratégias interpretativas pelas quais podem descartar e desconsiderar relatos conflitantes do gato feitos por outras pessoas. O que se nota nessas estratégias é que qualquer uma delas poderia ser usada por qualquer dos três monofelistas, com resultados idênticos. Todas, de fato, são formas de apelo especial &#8212; uma insistência de que a sua própria evidência seja julgada por critérios diferentes e mais tolerantes do que a evidência contrária trazida por outros. Afinal de contas, não é impossível que o segundo monofelista esteja, sem o saber, alimentando um rato do esgoto, ou que a terceira monofelista tenha encontrado o gato quando o pôr-de-sol fez seu pêlo parecer alaranjado &#8212; mas nenhum dos dois felistas poderia admitir isso nem por um momento.</p>
<p>Esse é o ponto levantado pelo quarto habitante da vila, que é um afelista (*). Ele simplesmente tomou emprestada a estratégia interpretativa do primeiro monofelista &#8212; que os relatos diferentes sobre encontros com gatos são devidos a erros de percepção e interpretação &#8212; e a aplicou de um modo que é ao mesmo tempo mais lógico e mais justo do que o apelo especial do primeiro morador da vila. Seria igualmente possível, embora algo paranóide, sustentar que todas as alegadas atividades de gatos fossem realmente o trabalho de sinistros ratos de esgoto, como na visão do morador #2; seria também possível estender a visão da terceira moradora e sugerir que todos os avistamentos de gatos sejam percepções e interpretações parciais e distorcidas de algum gato real cuja natureza e aparência não combinassem com nenhum dos relatos das testemunhas. O problema com a teoria do afelista, ou com qualquer dessas teorias, é que elas são não-falsificáveis e auto-referentes; mesmo que a vila estivesse fervilhando de gatos, seria possível, usando o mesmo argumento, que o afelista insistisse que todos eles sejam percepções errôneas de fenômenos não-felinos (ou algo assim).</p>
<p>E a velha da cabana? Ela é uma polifelista, que acredita na existência de mais de um gato. Sua explicação é a única que dá conta de todas as evidências, e tem o benefício adicional de poder responder a mudanças na situação. Quando se está aberto à existência de múltiplos gatos, pode-se notar e interpretar corretamente fatos sugerindo que outro gato chegou à vizinhança ou que um dos gatos existentes a deixou. A polifelista também tem a vantagem de poder ter a companhia de mais de um gato, se ela assim o quiser.</p>
<p>A transição entre essa analogia algo extensa e a situação realmente discutida aqui é razoavelmente direta, e o argumento subjacente pode ser formulado assim:</p>
<p>1) Pessoas diferentes relatam experiências do divino que são amplamente diferentes o bastante para sugerir a presença e atividade de diferentes seres divinos. Isso pode ser documentado facilmente ao se comparar os escritos de, digamos, místicos Cristãos aos dos xamãs da Sibéria ou os tantrikas Hinduístas. Embora existam algumas similaridades de experiência, as diferenças entre os seres divinos experimentados por essas pessoas são radicais o bastante para fazer com que a assumpção da unidade divina seja difícil de sustentar de qualquer modo mais direto; é difícil achar um jeito fácil de igualar Jesus, Kali, e um lobo-espírito.</p>
<p>2) Experiências humanas do divino são diferentes das opiniões humanas sobre o divino, do mesmo modo que a experiência de qualquer objeto ou evento difere das teorias sobre a natureza do evento. A validade da teoria depende de sua reflexão acurada da natureza e detalhes da experiência. Se um meteorologista teoriza que amanhã irá chover, e no dia seguinte o céu está limpo e nem uma gota de chuva cai, é a teoria do meteorologista que está errada, e não o clima! Do mesmo modo, credos religiosos, teologias, e outros materiais teóricos são diferentes da experiência religiosa e dependentes desta, e se a teoria difere da experiência, a teoria pode e deve ser julgada como inadequada e/ou imprecisa.</p>
<p>3) As religiôes monoteístas afirmam a primazia de um deus e insistem que outros deuses são não-existentes, ou seres inferiores, ou percepções e relatos mal-percebidos do verdadeiro deus. No entanto, existem muitas religiões monoteístas diferentes, todas elas fazendo as mesmas afirmações nas mesmas bases. Todas essas afirmações, no entanto, são baseadas em apelos especiais de um tipo ou outro, e todas são não-falsificáveis&#8211;ou seja, não há modo possível dentro de um contexto Cristão de alguém chegar à conclusão de que Allah é na verdade o único deus verdadeiro, nenhum modo dentro do Islã para chegar racional ou experiencialmente à divindade de Jesus, e por aí vai. Essas afirmativas, sendo não-falsificáveis, são inúteis como hipóteses lógicas, e sendo idênticas e mutuamente contraditórias, efetivamente negam uma à outra.</p>
<p>4) As afirmativas feitas pelo ateísmo são simplesmente uma aplicação dessas mesmas afirmativas a todas as religiões, ao contrário de aplicá-las a todas exceto à sua própria. Como as  afirmativas da religião monoteísta, as do ateísmo são não-falsificáveis, e assim são igualmente inúteis como hipóteses lógicas. Também pressupõem algum tipo de mecanismo explicativo complexo que produz a ilusão de contato humano com uma variedade de divindades, sem apresentar uma descrição adequada desse mecanismo ou argumentos adequados a favor de sua realidade e aplicabilidade universal à experiência religiosa.</p>
<p>5) Resta o ponto de vista do politeísmo, que descreve adequadamente a evidência da interação humana com uma variedade de divindades; assume a evidência do contato humano com divindades diversas como se apresenta, e propõe que parece existir uma variedade de divindades diversas porque realmente há uma variedade de divindades diversas. Essa é a explicação mais simples que realmente dá conta dos fatos, e assim é preferível pelo princípio da parcimônia; além disso, não requer apelo especial, não pressupõe mecanismos explicatórios, e não exige um modo de classificar relatos de experiências religiosas para chegar a um método para aceitar certos relatos de experiências divinas e rejeitar ou redefinir outros. Além disso, é uma hipótese falsificável, desde que se as pessoas parassem de ter experiências religiosas, ou começassem a ter experiências de um único deus, então seria razoável assumir que as condições mudaram e a hipótese do politeísmo já não poderia mais ser sustentada.</p>
<p>O politeísmo é assim uma hipótese mais razoável do que o monoteísmo ou o ateísmo, e portanto pode ser considerado o mais lógico ponto de partida de qualquer discussão futura aobre a natureza da experiência religiosa e dos seres divinos. QED!(**)</p>
<p>&#8230;Ufa. Pausa para o almoço; me digam o que acharam disso. O argumento ainda precisa ser trabalhado, mas acho que as bases são razoavelmente sólidas.       </p>
<p>Sob os carvalhos infestados de gatos,</p>
<p>/|\ JMG</p>
<p>(*)&#8211;em Inglês, “afelist” rima com “atheist”, ateu; infelizmente, a rima se perde na tradução&#8230;</p>
<p>(**)&#8211;<em>quod erat demonstrandum</em>, “como se queria demonstrar”</p>
<p>(Escrito por John Michael Greer para a lista de discussão ADF-Magicians, traduzido por Endovelicon em 07 de Julho de 2010 com permissão do autor; reprodução autorizada apenas para fins não-comerciais, com os nomes do autor e tradutor constando da cópia e um link para este site)</p>
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		<title>Fascinada por Brigid</title>
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		<pubDate>Fri, 21 May 2010 02:17:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>endovelicon</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Este post de Ali, do blog Meadowsweet &#38; Myrrh, é um relato poético e preciso do processo de descoberta e contato com as Divindades, que certamente vai inspirar quem o ler&#8230; +++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++ Fascinada por Brigid: Como Eu Encontrei minha Deusa /O que Fiz para Permanecer com Ela (parte Dois) Há quase três anos atrás eu [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=endovelicon.wordpress.com&amp;blog=2749506&amp;post=23&amp;subd=endovelicon&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este <a href="http://meadowsweet-myrrh.blogspot.com/2010/05/bemused-by-brigid-how-i-met-my-goddess.html?utm_source=feedburner&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=Feed%3A+meadowsweet-myrrh+%28Meadowsweet+%26+Myrrh%29">post </a>de Ali, do blog Meadowsweet &amp; Myrrh, é um relato poético e preciso do processo de descoberta e contato com as Divindades, que certamente vai inspirar quem o ler&#8230;<span id="more-23"></span><!--more--><br />
+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++<br />
Fascinada por Brigid: Como Eu Encontrei minha Deusa /O que Fiz para Permanecer com Ela (parte Dois)</p>
<p>Há quase três anos atrás eu comecei esta <a href="http://meadowsweet-myrrh.blogspot.com/2007/04/on-gods-and-their-stories.html">meditação claudicante sobre teologia politeísta</a>, totalmente sem convicção ou certeza. Não que eu achasse que os outros estavam iludidos em sua adoração – mais o oposto, de certo modo eu estava quase enciumada. Eu me via num bosque quieto penetrado por uma leve névoa por entre o verde entrelaçado, meu vulto envolto em azul, minha pele tatuada com espirais e outros signos enigmáticos porém belos, talvez sussurrando gentilmente palavras de adoração e gratidão, talvez abrindo os braços ao alto para tocar a sensação surgindo da divindade, talvez curvando-me para cuidar do fogo aceso e espalhar oferendas de ervas nas chamas, sua fumaça subindo como preces para permanecer na neblina&#8230;Eu me imaginava uma xamã ou sacerdotisa, uma Druida em seu nemeton, serena e em paz consigo mesma e com seus deuses. E de algum modo, invisível exceto nas sombras periféricas da imaginação instável, estava o bando dançante e murmurante dos Muitos brilhando opalescente por entre as estrelas e as gotas do orvalho da manhã.</p>
<p>Todas essas imagens romantizadas eram provavelmente tão tolas quanto os fâ-clubes da Deusa/Deus que eu achava difícil levar a sério nos outros. Já ouvi de outros Pagãos que a expectativa de relacionamentos íntimos e pessoais com a divindade era apenas um mau hábito remanescente de uma infância Cristã e que era melhor ir em frente, descobrindo outros modos de ser “religioso” de modo significativo. Mas também havia mulheres e homens que pareciam ter “conseguido”, cujos relacionamentos com os deuses pareciam não apenas reais mas profundamente significativos e belos, e eu sabia que este anseio por um senso estético de beleza e atitude num terreno e nebuloso rito centrado-na-Terra era um aspecto vital do sagrado para mim. Se eu iria trabalhar com os deuses, eles teriam de ser Deuses, com o mesmo tipo de presença e assombro e êxtase neles que eu já tinha encontrado na poesia, ou numa floresta que era viva e encantada sem parecer cheia da divindade. Ainda assim, “divindade” para um politeísta é algo diferente em espécie do que “divindade” significa para um monoteísta. E uma vez tendo perdido a fé na simples versão do Homem-Barbado-no-Céu do último, eu estava cética quanto a ser alguma vez capaz de entrar na crença do primeiro por um mero ato de vontade. Eu não podia inventar minha convicção do nada, e no entanto as florestas e a noite e a aurora pareciam não precisar de deuses por detrás deles para serem suficientes para mim.</p>
<p>Então, há um ano atrás, no começo de Fevereiro, eu descobri quase por acidente que eu poderia encontrar os <a href="http://meadowsweet-myrrh.blogspot.com/2010/02/bemused-by-brigid-how-i-met-my-goddess.html">deuses nadando no fluxo dos particulares</a>, como partículas de pó transformadas em minúsculas jóias no fluxo da iluminação suspensa contra a escuridão. E sem mesmo perceber, eu comecei a me permitir imaginar, me entregar a um tipo de jogo profundo no meu trabalho prático, e era como se, incerta como eu estava, eu tivesse aceso uma vela em meu coração e tivesse emitido sua luz na direção certa para pegar a visão do pó em movimento.</p>
<p>Divindade &amp; Prática</p>
<p>Não foi muito depois de ter <a href="http://meadowsweet-myrrh.blogspot.com/2009/02/altar-overhaul.html">“modernizado” meu altar de meditação </a>e começado trabalho ritual diário que as coisas começaram a mudar – e depressa. Ansiando por aquele senso da terra sagrada perpassada de divindade em expansão, eu comecei a fazer libações diárias num altar simples dedicado aos três reinos, seguindo a mesma intuição que falava a mim sem palavras no topo das montanhas com vista para o mar. Eu segurava a água numa tigelinha de porcelana entre minhas mãos, soprando gentilmente sobre ela, infundindo-a de minha energia, minha esperança, e meu anseio. Quando a tigela fria parecia pulsar de calor e a água zumbia com vida própria, eu afastava a tigela de mim, por um instante, para ver refletida a luz bruxuleante da vela abrigada no jarro feito à mão com o sol gravado. Então, eu derramava a água numa única e lenta cascata por sobre a pilha de pedras polidas do rio, recolhidas da correnteza local e arranjadas num cairn na base redonda de um prato de vaso de cerâmica. No silêncio, eu ouvia o som da água gotejando seu caminho entre as pedras. Eu via as pedras escurecendo e brilhando com o leve toque da umidade penetrando em sua pele pintada. Eu sentia uma gratidão de doer o coração, cantando em paz, e dava essa gratidão às pedras mesmas, e às águas fluindo de minhas mãos, e à vela e sua chama faminta.</p>
<p>Isso não era exatamente idolatria, pelo menos não como os Cristãos a entenderiam. Eu não era grata às pedras como Deuses ou Espíritos, ou as imaginava como sendo o lar, a morada terrena de algo sobrenaturalmente Outro. Eu não pedia às pedras por bênçãos ou orientação, exceto talvez numa oração secreta e tão silenciosa que nem mesmo eu podia ouvir, uma que suplicava a elas que continuassem sendo pedras, continuassem dando aquele tipo de presença que só pedras de rio, simples e cheias de redonda gravidade, podem dar ao olho e ao ouvido, aos dedos e palmas das mãos. Eu simplesmente me sentava com as pedras mesmas, com a tigela de água e a vela no jarro, e permitia ao sagrado ato do ritual elevá-las e lhes dar enquadre, refinar meu foco neste momento, no movimento e relacionamento que existiam unicamente e poderosamente neste espaço. Eu voltava a atenção a estas coisas, permitindo à imaginação estar entre seus modos de ser como faria com um poema ou uma obra de arte – não as vendo ou confundindo com meros símbolos, mas buscando algo, uma qualidade interior, ou desejando afastar tudo o que havia entre nós, todas as associações e pressuposições e planos, até tocar a verdade não-interrompida e não-interpretada, o sentido da pedra sendo pedra.</p>
<p>Por meio dessa prática, indo de novo e de novo ao lugar de receptividade e contemplação diante de objetos comuns, sem imagina-los como sendo algo mais (ou menos) que comuns e belos, eu aprendi a arte de prestar atenção. Quando eu sonhava com as montanhas se erguendo do mar, quando desejava a quente luz do sol em meus ombros, eu deixava esse desejo ser a verdade não-interrompida e não- interpretada, o sentido de ser quem sou, e isso eu ofertava à água, à vela, à pilha de pedras que parecia, nessas ocasiões, ressoar com memórias similares e responder com certa afinidade ao meu desejo. Era a memória, então, que havia se tornado a minha oração. A atividade da imaginação dava a nós – as pedras, a chama, a água, e eu – uma vida partilhada, uma vida de oferenda e intercâmbio. Esses objetos tornaram-se para mim uma porta aberta para a presença imediata, encarnada; e no entanto parecia que elas entravam em mim, igualmente, em minha memória e pensamento, como um espaço onde podiam tocar de certo modo as coisas que elas haviam sido, e as coisas que iriam se tornar. Eu me pergunto agora se é a habilidade de prestar atenção –estar presente, ouvir e servir –que é o primeiro passo real para um relacionamento com a divindade, e daí para a divindade dos Muitos. Pois na realidade sólida como granito daquela pequena pilha de pedras, havia algo brilhando opalescente na fronteira da percepção, algo que me buscava na mesma medida em que eu também buscava.</p>
<p>Mas isso ainda estava longe da crença nos deuses politeístas em qualquer sentido literal, ou mesmo de crer neles como arquétipos úteis ou energias metafóricas. Uma pedra eu podia segurar na mão, mesmo que não pudesse descrever adequadamente a experiência de sua presença vital, mas os deuses pareciam menos substanciais, mais fugidios, talvez nem mesmo reais – e o fato de que ninguém parecia capaz de descrever a experiência da divindade, ou mesmo como efetivamente buscar uma delas, não ajudava. Apesar disso, eu me sentia intrigada e desafiada pela idéia. Alguma coisa me fez entrar em contato com um <a href="http://druidjournal.net/">colega Druida blogueiro </a>que, pelos seus posts e meditações guiadas, me parecia ter mais experiência em “achar” essas divindades e estabelecer conexões com elas. Eu já havia tentado meditações guiadas antes, mas os seres que eu encontrava sempre me pareciam tão obviamente partes de minha própria psique, que eu não me convencia. Em nome de uma mente aberta e experimental, eu pedi a ele que fosse meu mentor por um tempo.</p>
<p>Pouco depois, duas coisas aconteceram. Primeiro, ele começou a me confidenciar que uma nova divindade começou a aparecer em suas meditações, uma com a qual ele tinha tido muito pouca experiência anterior, e que parecia, de acordo com as comunicações Dela mesma, muito ligada a mim. “Brigid”, ele me disse, “tem planos para você”. Isso não era uma notícia à qual eu fosse particularmente receptiva. Incrédula, de fato, era provavelmente a palavra que eu usaria. Ter uma coisa assim lhe sendo dita, mesmo que de modo honesto e até mesmo tímido, parecia muito como ter alguém olhando fixamente sobre seus ombros, insistindo que você tem um coelho imenso e invisível chamado Harvey seguindo-o por toda parte. Mesmo assim, nossa relação mentor-aluna continuou, e quando chamada eu acatei a sugestão dele de experimentar escrita criativa de novo, tendo deixado de lado a poesia e os contos desde o colégio. Foi pouco depois dos dias de neve derretendo e do sol se insinuando do Imbolc e o ano rolando depressa para o Alban Eiler, o equinócio de primavera. Na paisagem local, as correntezas estavam despertando do sono profundo, a lama brotava e os crocus e gotas-de-neve abriam caminho para a luz. Eu escrevi a história de <a href="http://meadowsweet-myrrh.blogspot.com/2009/05/yewberry-myth-retold.html">Yewberry</a> e sua jornada através da morte de volta à vida. E então eu escrevi um poema.<br />
=================================================================<br />
O que Vem</p>
<p>Assim começa:<br />
a gota-de-neve,<br />
orvalho cintilante,<br />
as tiras pesadas de branco,<br />
a tigela da lua, suspensa,<br />
fria e imóvel como o crepúsculo<br />
o gelo persistente da morte inquieta<br />
já vencido,<br />
cada respiração perfeita e redonda<br />
como névoa, como neblina,<br />
vindo da noite que envelhece.<br />
Assim começamos.<br />
Assim começamos,<br />
com sementes<br />
e cavando fundo,<br />
escuridão e solo<br />
vêm com dor, abrindo-se<br />
sob nossos pés duros e desajeitados,<br />
revirado, úmido, esfarelado<br />
e novo entre nossas mãos,<br />
e indo para baixo, este tecido,<br />
destemido sonho que fazemos,<br />
que nos mantém a uma pétala<br />
além de nossa pele pálida.<br />
Que comece.</p>
<p>Que comece deste modo<br />
como no passado, o súbito<br />
elevar do espírito, seiva de vento e fôlego,<br />
lábios de cada flor soltos<br />
e doces e cantantes, abertos, esquecidos de si,<br />
curvados ao impulso da estação, à primavera<br />
e ao calor, ao chamado do sangue pulsante<br />
e das águas reunidas, ao sol<br />
que se move tão lento com dedos longos,<br />
desde a aurora no horizonte, à terra trêmula<br />
que estremece, esperando, movendo-se como um mar,<br />
antecipando o fogo, antecipando o verde,<br />
ao pulsar de suas bordas,<br />
aos seus desejosos, secretos, silentes, zumbindo,<br />
som e energia,<br />
Que comece.</p>
<p>Que comece, esse reaprender,<br />
esse desdobrar dos corpos, a pura música<br />
da pele, dos músculos tensos, das línguas<br />
instrumentos desconhecidos, caminhantes cegos,<br />
nossas historias se seguindo, diante de nós deslizando<br />
claras e rápidas por riachos, rasos e convidativos,<br />
desaparecendo, mudando, crescemos, vamos para baixo agora,<br />
seguimos para baixo, sumimos em beleza, perdemos definição,<br />
deslizando, pegando, debatendo, acordando, subindo, florindo, brilhando,<br />
arrastados e suspensos contra o céu,<br />
assustados e nus e astutos,<br />
zumbindo, zumbindo, zumbindo, tornando vida,<br />
suspensos na luz das estrelas<br />
louvando tudo o que vem.<br />
=================================================================</p>
<p>E então a segunda coisa aconteceu: nós nos apaixonamos.</p>
<p>++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++</p>
<p>(Texto de Alison Shaeffer, escrito e postado no blog Meadowsweet &amp; Myrrh em 18 de Maio de 2010, traduzido por Endovelicon para o Português em 20 de Maio de 2010 com permissão da autora; reprodução do texto para fins não-comerciais APENAS com autorização da autora e do tradutor, devendo constar os créditos de direito e os links para o original e a tradução)<!--more--></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/endovelicon.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/endovelicon.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/endovelicon.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/endovelicon.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/endovelicon.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/endovelicon.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/endovelicon.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/endovelicon.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/endovelicon.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/endovelicon.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/endovelicon.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/endovelicon.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/endovelicon.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/endovelicon.wordpress.com/23/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=endovelicon.wordpress.com&amp;blog=2749506&amp;post=23&amp;subd=endovelicon&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Indo Além da Luz</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Apr 2010 02:25:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>endovelicon</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Este texto do site Snowhawke´s Druidry Blog fala da importância da escuridão como complemento necessário à luz (um tanto como o que Emma Restall-Orr, da Druid Network, chama de &#8220;escurização&#8221; como o complemento da &#8220;iluminação&#8221;): Ontem foi quase verão em meu lar em Casco, Maine &#8212; temperaturas chegando aos 30, com uma brisa morna, nuvens [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=endovelicon.wordpress.com&amp;blog=2749506&amp;post=17&amp;subd=endovelicon&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://snowhawke.wordpress.com/2010/04/05/moving-past-the-light/">Este</a> texto do site <a href="http://snowhawke.wordpress.com/">Snowhawke´s Druidry Blog</a> fala da importância da escuridão como complemento necessário à luz (um tanto como o que Emma Restall-Orr, da <a href="http://druidnetwork.org/">Druid Network</a>, chama de &#8220;escurização&#8221; como o complemento da &#8220;iluminação&#8221;):<br />
<span id="more-17"></span><br />
<!--more-->Ontem foi quase verão em meu lar em Casco, Maine &#8212; temperaturas chegando aos 30, com uma brisa morna, nuvens finas e leves dançando 6 mil metros acima. No entanto, sendo Abril, a própria terra ainda não começou a expressar a sua canção do verão. As árvores ainda estão desfolhadas. Ainda não há criaturas que picam voando por aí. No topo da colina, a rocha onde eu me sento e com a qual medito está morna e convidativa. Eu disse &#8220;com a qual medito&#8221; porque a rocha não é só um objeto para que eu a contemple. Não é apenas matéria física. Não é só um utensílio para sentar enquanto busco constructos intelectuais para debater em minha mente. A rocha e eu estamos em relação, um com a outra.</p>
<p>Ao sentar-me na rocha e enraizar-me no solo sob ela, uso a escuridão dentro de mim e dentro da rocha como um canal para reafirmar minhas raízes para a Mãe Terra. Eu não visualizo as raízes como fibras de &#8220;luz&#8221; para &#8220;fazer&#8221; essa conexão. A luz é uma ilusão. Ela nos mostra muito pouco do mundo à nossa volta. O que vemos com nossos olhos é apenas a reflexão da luz na superfície de outro objeto. Não vemos nada de seu passado, futuro, nem, o mais importante, vemos nada de sua natureza interior. Quando usamos os olhos para nos conectar só temos as experiências mais superficiais e rasteiras. Aprender a tecer conexões sem luz nos permite o potencial para relacionamentos muito mais profundos. Vamos do mundano ao espiritual simplesmente aprendendo a &#8220;ver&#8221; sem a luz. É a diferença entre olhar a foto de um morango e a experiência de tocar, cheirar, provar, ingerir e digerir essa refinada fruta. Assim meu trabalho de forjar relacionamentos, de enraizar, conectar, aprender a tocar, ouvir, ver e experimentar a Natureza, não é baseado na busca da luz. É exatamente o oposto. Eu consigo isso ao trabalhar com a escuridão que há dentro de tudo. Escuridão é a força primária da Natureza. Quase 100% da Natureza é escuridão. E, como druida, meu trabalho é o de me conectar com a terra, as pessoas e os deuses; buscar o intercâmbio da energia vital que chamamos de awen. Tendo visto que a maior parte da realidade está contida na escuridão, é lá que eu procuro a conexão de alma com alma que traz consigo o fluxo do awen sagrado.</p>
<p>Assim sentado nesta cálida rocha cinzenta, eu encontro a conexão que nutre a minha alma. É um relacionamento de respiração com a Terra &#8212; não a respiração pulmonar baseada em oxigenio, mas uma forma diferente de inspiração e exalação. É uma respiração que é uma troca mútua de energia vital. E para mim essa energia vital não tem a ver com cor ou luz. Tem a ver com a potencialidade retida dentro da noite, naquela escuridão infinita da própria Natureza.</p>
<p>Quando falamos de meditação, frequqntemente visualizamos um processo mental. Detemos a mente e vamos de um lugar de imobilidade para encontrar uma experiência mais profunda. Experimentamos nosso senso de eu retirando-se e percebemos a interconexão que partilhamos com todo o universo. Isso não é o bastante. Percepção, mesmo poderosa, não é o bastante. Ainda é algo confinado à mente. Nós nos movemos de um lugar interno, observador e observado. Eu quero ir mais fundo que isso.</p>
<p>Sentado quieto na rocha, minha alma respirando com a Terra, fui além da &#8220;idéia&#8221; de conexão, da simples consciência do mundo à minha volta. Minha meditação foi a um novo nível, um do simples &#8220;sentir&#8221;, talvez &#8220;ser&#8221; fosse uma palavra melhor. Era um lugar de experienciar fronteiras se tocando, dançando e se combunando com outras fronteiras. Não era um lugar de imobilidade e paz. Não era uma experiência do centro, mas uma de fronteiras. Era cheio de caos e potencialidade rodopiante, a criação da vida surgindo e desaparecendo&#8211;energia vital unindo-se e se separando de outra energia vital, ambas destrutivas e criativas no mesmo instante. Digo &#8220;instante&#8221; por não achar que esse seja um lugar dentro do campo do tempo. O tempo parecia ter sido deixado de fora. Com certeza não era cheio de &#8220;luz&#8221;. Estava completamente dentro da escuridão, dentro do potencial ilimitado do espaço vazio e de infinita expansão do vácuo.</p>
<p>É difícil pôr estas experiências em palavras. Sinto como se tivesse dado um passo no sentido de forjar e comungar com a deusa sombria, de chegar a uma experiência da divindade além das palavras. Eu a toquei por um momento e isso abriu uma porta pela qual tecer uma experiência mais profunda da divindade, comungar com a divina mãe sombria do caos que chamamos de deusa sombria, mesmo enquanto o sol derrama sobre mim infinitas ondas de luz.</p>
<p>(Texto original de Kevin Emmons, traduzido por Endovelicon em Abril de 2010 com permissão do autor, postado para fins não-comerciais)</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/endovelicon.wordpress.com/17/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/endovelicon.wordpress.com/17/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/endovelicon.wordpress.com/17/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/endovelicon.wordpress.com/17/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/endovelicon.wordpress.com/17/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/endovelicon.wordpress.com/17/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/endovelicon.wordpress.com/17/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/endovelicon.wordpress.com/17/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/endovelicon.wordpress.com/17/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/endovelicon.wordpress.com/17/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/endovelicon.wordpress.com/17/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/endovelicon.wordpress.com/17/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/endovelicon.wordpress.com/17/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/endovelicon.wordpress.com/17/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=endovelicon.wordpress.com&amp;blog=2749506&amp;post=17&amp;subd=endovelicon&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Brighid sonha o Poeta</title>
		<link>http://endovelicon.wordpress.com/2009/01/01/brighid-sonha-o-poeta/</link>
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		<pubDate>Thu, 01 Jan 2009 07:07:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>endovelicon</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Caso alguém ainda não tenha ouvido falar de Erynn Rowan Laurie, escritora, poetisa/Fíli e autoridade reconhecida do Reconstrucionismo Celta, aqui vai uma amostra do seu talento e inspiração, cujo original está aqui:   &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;   Este é um poema que escrevi em 1997, resultado de meditação e de um exercício poético. Já foi publicado algumas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=endovelicon.wordpress.com&amp;blog=2749506&amp;post=14&amp;subd=endovelicon&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Caso alguém ainda não tenha ouvido falar de <a href="http://erynn999.livejournal.com/" target="_blank">Erynn</a> <a href="http://www.seanet.com/~inisglas/" target="_blank">Rowan</a> <a href="http://searchingforimbas.blogspot.com/" target="_blank">Laurie</a>, escritora, poetisa/Fíli e autoridade reconhecida do Reconstrucionismo Celta, aqui vai uma amostra do seu talento e inspiração, cujo original está <a href="http://searchingforimbas.blogspot.com/2007/12/brighid-dreams-poet.html" target="_blank">aqui</a>:<span id="more-14"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Este é um poema que escrevi em 1997, resultado de meditação e de um exercício poético. Já foi publicado algumas vezes, mas ele expressa um pouco de como eu vejo a Deusa dos poetas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><em>Brighid Sonha o Poeta</em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Eu quero um poeta</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">De palavras de mel</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">E a borra amarga</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Do rubro vinho da Hungria</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Vestido com ossos de aves</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Com olhos</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Extáticos e selvagens</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">E pés que dançam à beira do fogo</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Eu quero um poeta</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">De muitas almas</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Almas de camundongos</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">E de tigres</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Almas de vorazes</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Fantasmas famintos</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">E as almas cantantes dos rios</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Do ressonante búfalo</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Almas de mariposas, e lagartixas</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Eu quero um poeta</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Com olhos de lascas de cristal</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">que vejam através da carne</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">e espiem os corações das árvores</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">e os ossos das montanhas</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">com dedos finos e fortes</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">colhendo a flor do espinheiro</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">no orvalho matinal do Beltane</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Eu quero um poeta</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Com baladas no fôlego</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">E cantos</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Que afastam o medo das profundezas da noite</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Ou chamam a corruíra</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">De seu ninho</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Com encantos que adormecem as crianças</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">E amarram a lua nascente</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Eu quero um poeta</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Com pêlo e garras</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">E língua pendendo, quente,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Sedento</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Buscando a fonte</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Que vocês possam sonhar com a fonte.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Texto escrito por Erynn Rowan Laurie, traduzido por Endovelicon em 31 de Dezembro de 2008 com permissão da autora; não é permitida a reprodução para fins comerciais (mas pode-se pôr um link para a tradução e o original, se alguém quiser partilhar)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/endovelicon.wordpress.com/14/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/endovelicon.wordpress.com/14/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/endovelicon.wordpress.com/14/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/endovelicon.wordpress.com/14/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/endovelicon.wordpress.com/14/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/endovelicon.wordpress.com/14/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/endovelicon.wordpress.com/14/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/endovelicon.wordpress.com/14/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/endovelicon.wordpress.com/14/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/endovelicon.wordpress.com/14/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/endovelicon.wordpress.com/14/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/endovelicon.wordpress.com/14/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/endovelicon.wordpress.com/14/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/endovelicon.wordpress.com/14/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=endovelicon.wordpress.com&amp;blog=2749506&amp;post=14&amp;subd=endovelicon&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O Livro de Cozinha Druídico</title>
		<link>http://endovelicon.wordpress.com/2008/11/22/o-livro-de-cozinha-druidico/</link>
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		<pubDate>Sat, 22 Nov 2008 22:58:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>endovelicon</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Este texto veio do blog de Nettle, Druid´s Apprentice, e eu o incluo aqui pela profundidade e simplicidade com que ela expôe o mais básico conceito do Druidismo, a saber, a interconexão com tudo o que existe no mundo: The Executive Pagan, meu companheiro druida-de-cozinha, sugeriu um Livro de Cozinha Druídico. Depois de pensar sobre [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=endovelicon.wordpress.com&amp;blog=2749506&amp;post=9&amp;subd=endovelicon&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este texto veio do blog de Nettle, <a href="http://nettle.wordpress.com/2008/11/18/the-kitchen-druids-cookbook/">Druid´s Apprentice</a>, e eu o incluo aqui pela profundidade e simplicidade com que ela expôe o mais básico conceito do Druidismo, a saber, a interconexão com tudo o que existe no mundo:<span id="more-9"></span></p>
<p><a href="http://executivepagan.wordpress.com/">The Executive Pagan</a>, meu companheiro druida-de-cozinha, sugeriu um Livro de Cozinha Druídico. Depois de pensar sobre o que isso implica, eu percebi que na verdade ele seria um tanto curto. Aí vai como Cozinhar Como Um Druida:</p>
<p>Coma tão perto de casa quanto possível. Isso significa plantar a sua própria comida, se puder, e se não, significa comprá-la dos fazendeiros locais. Se não puder fazer isto, aprenda de onde vem a sua comida. Entenda que o supermercado não é a fonte da comida. Entenda que é tudo parte das dádivas da terra. Mantenha uma pilha de adubo, mesmo que seja pequena, para entender de verdade como a sua comida segue ciclos para dentro da terra e de volta dela. Entenda que o excremento também é fertilizante e que não há &#8220;excreção&#8221;. Medite nisto.</p>
<p>Visite as fazendas onde a sua comida cresce. Olhe a vaca que irá se tornar seu bife bem nos olhos e entenda o antigo sacrifício que fazemos toda vez que consumimos uma criatura que é nossa companheira. Mate, limpe, e coma seu próprio peixe ou caça, pelo menos uma vez, para entender este relacionamento. Crie um animal até a maturidade, e então o abata e coma. Faça isto de modo responsável e humano. Lembre-se do que sentiu nessa ocasião cada vez que preparar um prato de carne, independente de qual a sua origem. Medite nisto, e na complexa dança de morte e vida. Sua vida é um passo desta dança. Lembre que, um dia, você também será comida para alguma outra criatura. Você não pode evitar isso. Saiba que isso é uma boa coisa.</p>
<p>Admire os seus ingredientes. Cheire as especiarias, aprecie a textura da carne fresca, veja a beleza das frutas e vegetais. Note as espirais de Fibonacci nas sua frutas e vegetais. Pesquise este conceito e entenda o que ele significa  em termos de botânica e de geometria sagrada (<a href="http://www.mcs.surrey.ac.uk/Personal/R.Knott/Fibonacci/">este é um bom lugar para começar</a>).Medite nisto. Sorria deliciado sempre que encontrar outra espiral de Fibonacci na sua comida. Note os fractais no brócoli e a proporção áurea em sua cenoura.</p>
<p>Experimente. Brinque com a comida. Imagine um sabor, então brinque com os ingredientes até criá-lo. Cozinhar é arte &#8212; suas criações merecem ser honradas tanto quanto as de qualquer outro artista. Não tema louvar sua própria habilidade. Coma devagar e com apreciação. Use utensílios de madeira ou osso ou metal, não plástico. Não tema experimentar novos sabores e cozinhar de modos diferentes. Não tema ir &#8220;fora da página&#8221; e cozinhar algo de um modo que ninguém lhe tenha dito para fazer. Cozinhe para a sua família, cozinhe para seus convidados, e o faça livremente e com amor.</p>
<p>Aprenda o que traz saúde para o seu corpo e o que não traz. Não confie exclusivamente em fontes exteriores para essa informação &#8212; o que é bom para uma pessoa pode não o ser para outra. Todos temos necessidades individuais para nossos corpos individuais, e o único modo de aprender estas necessidades é prestando atenção. Preste atenção ao que você come para observar o que faz com que você se sinta vivo e energizado, o que o faz sentir relaxado e saciado, o que o faz sentir enjoado ou preguiçoso. Saiba que o valor da comida para a saúde é mais que a soma de seus nutrientes, e alimente seu corpo, mente e alma com o que precisam e quando precisam.</p>
<p>Perceba que todos os segredos do Universo podem ser encontrados no relacionamento entre aquele que come e o que é comido. Saiba que cozinhar é um caminho para a iluminação tão profundo quanto qualquer outro.</p>
<p>Cozinhe como quem acredita nisso.</p>
<p>(Texto de Nettle (<a href="http://nettle.wordpress.com">http://nettle.wordpress.com</a> ), postado em 18 de Novembro de 2008, traduzido por Endovelicon em 22 de Novembro de 2008 com permissão da autora. Reprodução permitida para fins não-comerciais APENAS com a permissão escrita da autora e do tradutor, com os devidos créditos e o link para o texto original devendo constar em cada reprodução)</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/endovelicon.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/endovelicon.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/endovelicon.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/endovelicon.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/endovelicon.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/endovelicon.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/endovelicon.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/endovelicon.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/endovelicon.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/endovelicon.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/endovelicon.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/endovelicon.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/endovelicon.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/endovelicon.wordpress.com/9/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=endovelicon.wordpress.com&amp;blog=2749506&amp;post=9&amp;subd=endovelicon&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>No Princípio</title>
		<link>http://endovelicon.wordpress.com/2008/02/05/hello-world/</link>
		<comments>http://endovelicon.wordpress.com/2008/02/05/hello-world/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 05 Feb 2008 03:53:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>endovelicon</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma floresta é feita de vários tipos de árvores. Este blog pretende mostrar o que escreveram várias pessoas, todas tocadas pelo espírito Celta, para que suas palavras não se percam, mas sim formem uma floresta de imagens &#38; música que cresce sem cessar, dia após dia. Gostaria de começar, sem rodeios, expondo um exemplo moderno [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=endovelicon.wordpress.com&amp;blog=2749506&amp;post=1&amp;subd=endovelicon&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma floresta é feita de vários tipos de árvores.<br />
Este blog pretende mostrar o que escreveram várias pessoas,<br />
todas tocadas pelo espírito Celta,<br />
para que suas palavras não se percam,<br />
mas sim formem uma floresta de imagens &amp; música<br />
que cresce sem cessar, dia após dia.</p>
<p><!-- Comment Counter -->Gostaria de começar, sem rodeios, expondo um exemplo moderno da visão de mundo Celta, que veio do site de James Liter, cujo original está <a target="_blank" href="http://filleadh.org/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=44&amp;Itemid=75">aqui</a>:</p>
<p><span id="more-1"></span></p>
<p align="center"><b><span style="font-size:9pt;font-family:'Book Antiqua';">A Jornada de Retorno</span></b></p>
<p align="center"><b><span style="font-size:9pt;font-family:'Book Antiqua';"></span></b><span style="font-size:9pt;font-family:'Book Antiqua';">Por James Liter</span><span style="font-size:9pt;font-family:'Book Antiqua';"> </span><span style="font-size:9pt;font-family:'Book Antiqua';"> </span></p>
<p align="center"><span style="font-size:9pt;font-family:'Book Antiqua';"></span><i><span style="font-size:9pt;font-family:'Book Antiqua';"><strong>Eu fugi Dele, por noites e dias:</strong></span></i></p>
<p align="center"><i><span style="font-size:9pt;font-family:'Book Antiqua';"></span></i><i><span style="font-size:9pt;font-family:'Book Antiqua';"><strong>Eu fugi Dele, pelos arcos dos anos:</strong></span></i></p>
<p align="center"><i><span style="font-size:9pt;font-family:'Book Antiqua';"></span></i><i><span style="font-size:9pt;font-family:'Book Antiqua';"><strong>Eu fugi Dele, pelos labirínticos caminhos</strong></span></i></p>
<p align="center"><span style="font-size:9pt;"><font face="Book Antiqua"><em><strong>De minha própria mente; e na névoa das lágrimas</strong></em></font></span></p>
<p align="center"><span style="font-size:9pt;"><font face="Book Antiqua"><em><strong>Eu me escondi Dele, sob riso corrente</strong></em></font></span></p>
<p align="center"><span style="font-size:9pt;font-family:'Book Antiqua';"><em></em></span></p>
<p align="right"><span style="font-size:9pt;font-family:'Book Antiqua';"></span><span style="font-size:9pt;font-family:'Book Antiqua';">De <i>O Mastim dos Céus,</i> de Francis Thompson</span><span style="font-size:9pt;font-family:'Book Antiqua';"> </span><span style="font-size:9pt;font-family:'Book Antiqua';"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:'Book Antiqua';"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Fionn estava em apuros.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">No segundo em que ele pôs o polegar na boca, ele soube disso. </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">No instante em que pôs o polegar, queimado pelo salmão da sabedoria, na sua boca, ele estava em apuros. Não era porque Finnegas ficaria zangado. Finnegas era sábio demais para ficar zangado. Não, Fionn estava em apuros porque Fionn era agora Fionn. Fionn era agora Fionn com toda a sabedoria do mundo, com toda a sabedoria de Fionn. Nada mais seria como antes. Ele não podia mais ficar ali no rio com Finnegas. Ele não podia mais ficar com Fionn. Ele sabia demais. Ele estava em grandes apuros.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Cormac mac Airt estava em apuros.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">No momento em que Cormac viu o jovem misterioso na campina verde, foi nesse preciso momento em que Cormac mac Airt ficou em apuros. O ramo cintilante podia bem se chamar “Arauto de Encrencas”. Ahh, o doce vermelho da encrenca naquelas nove maçãs. Cormac estava em apuros. Ele estava pronto para pagar qualquer preço por aquela encrenca, o preço dos apuros.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Fionn estava em apuros. Cormac estava em apuros.</span><span style="font-size:9pt;font-family:'Book Antiqua';"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:'Book Antiqua';"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Bran estava em apuros.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:'Book Antiqua';"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Bran estava realmente em apuros quando caiu no transe da canção do ramo de prata.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Todos eles tinham sido atacados.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Atacados por algo maior do que eles. Algo não deste mundo os atacou e tirou deles toda a segurança. Num mero segundo o ramo de prata e o salmão da sabedoria e as maçãs vermelhas fizeram com que eles questionassem tudo o que achavam que sabiam. Não, apagaram tudo o que eles achavam que sabiam, fizeram disso um mero borrão cinzento em comparação com o que eles souberam após o ataque.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Fionn, Cormac, e Bran estavam todos em apuros.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">E quanto a Gwion?</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Do outro lado do mar, Gwion estava em sérios apuros – apuros que ele desesperadamente não queria. Caridwen respirando em sua nuca é uma encrenca maior do que qualquer um possa querer. Ele fugiu e se transformou em muitas coisas para evitar a encrenca que era Caridwen. A encrenca de Caridwen, no entanto, não era nada. Como uma galinha, ela o capturou e comeu, um mero grão. Aquela encrenca havia passado. A encrenca real começou nove meses depois.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Taliesin estava em apuros.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">A encrenca do fardo da verdade cercada por mentiras. Isso é uma encrenca difícil de suportar.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">E quanto a Cu Chulain, e Myrddin, Maíle Dúin, e Maeve, e outros mais? E quanto a Orfeu atacado por Apolo? E Odin? Atacado no poço da sabedoria, sacrificando um olho, enforcado por nove dias e nove noites, ferido. Atacado. E quanto ao Cristo? Atacado. O Buda? Atacado. Eles estavam todos em apuros. Eles foram todos atacados, e não havia nada que pudessem fazer.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">E quanto a nós? </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Nós achamos que podemos evitar o ataque. Achamos que podemos erguer muralhas de distrações e vícios para abafar a canção do ramo de prata, para manter a campina verde dentro, a salvo do jovem e do ramo cintilante, para cozinhar o salmão para alguma outra pessoa sem queimar o nosso polegar. Erguemos muralhas para manter Caridwen do lado de fora. Tornamo-nos como o jovem príncipe Kamar al-Zaman, afastados de nosso casamento sagrado, trancados por trás de nossas muralhas.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">E somos Siddartha. </span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Somos mantidos afastados da verdade do mundo por essas muralhas. Mas assim como Siddartha, as muralhas de nossos luxuosos castelos não nos impedirão de sermos atacados. Ficaremos cansados das coisas mundanas que nos distraíram, ficaremos cansados de nossos vícios, e convocaremos nosso cocheiro para nos levar dali. Lá, na carruagem, seremos atacados. Velhice, doença e morte nos atacarão. O cocheiro nos atacará. Nós nos afastaremos do mundo de nossas luxuosas prisões.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Não há nada que possamos fazer. A encrenca não é para ser evitada. Quanto mais rápido fugimos, maior ela fica. Nossos lares se foram, nossa segurança se foi. Nosso eu se foi, e estamos em apuros. Mortos. Mortos. Seremos atacados e quando formos verdadeiramente atacados, não haverá nada que possamos fazer. </span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Perceber que fomos atacados é o primeiro passo. Perceber que não há nada que possamos fazer. Desesperadamente tentar ficar onde nos sentimos seguros. Procurando o nosso lar, debatendo-nos e destruindo para encontrar nosso lar, não o encontraremos. Gwion não pôde encontrar formas suficientes para evitar Caridwen. Não podemos correr rápido o suficiente para pegar a égua, ela está sempre fora do nosso alcance. E mesmo assim, de novo e de novo, dia após dia, nós a caçamos.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Mas então, no momento em que percebemos que não há nada que possamos fazer, a caçada já não é mais uma caçada. É então, neste momento, que nossa encrenca mais séria começa, pois sabemos então que não há mais nada. Nada. Caridwen comeu Gwion e então vieram nove meses de escuridão, do nada, e então, nas contrações do parto, Taliesin soube que estava em apuros. Debatendo-nos em nossa confusão ao sermos atacados, em nosso paradoxo de ter a morte e o nascimento no mesmo instante, sabemos que estamos em apuros. Quando abrimos mão da caçada sabemos que estamos perdidos, quando aceitamos o ataque, quando sabemos que não há nada que possamos fazer, estamos perdidos.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Trememos no nada. Trememos no desconhecimento. Trememos na calamidade.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">A calamidade no problema da morte e do nascimento.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Porque abrir mão da caçada? Lute contra a morte até a morte. Tente.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Nós certamente tentaremos. Ergueremos mais alto as muralhas. Mas não há nada que possamos fazer. Seremos atacados. Escutaremos o ramo de prata. Desejaremos provar as maçãs vermelhas de encrenca. Quanto mais altas forem as muralhas, maior crescerá a encrenca. É só através da encrenca que encontraremos a paz. É só por meio do ataque que não haverá nada a fazer.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Que o ataque venha.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">E veja o que surge da encrenca. O que surge da morte do eu. O que nasce em nosso eu por meio de sua morte? Neste mesmo momento, somos nascimento e morte sem separação. O que acontecerá?</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Embora não como esperado, Fionn obteve o que procurava. Cormac não sabia que estava procurando por algo até ver o ramo cintilante. Bran não sabia que estava procurando por algo até ouvir o ramo de prata. Quando o viu, Cormac quis o ramo cintilante. Quando o ouviu, é quase certo que Bran não o quis, não quis escutar o ramo de prata. Gwion não queria, Taliesin pode tê-lo querido ou não, mas certamente ele fez o melhor uso dele quando o teve, para o desalento daqueles bardos desafortunados e sem rima. Estejamos procurando ou não, desejando ou não, quando somos atacados somos presenteados. Uma dádiva, um certo isso ou aquilo, está agora no nosso colo. O que fazer? O que fazer? Correr de volta para a segurança do nosso lar? Acabou. O que fazer?</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Nada.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">As dádivas do ataque não são deste mundo. Que o ramo de prata seja o ramo de prata. E ele será o melhor ramo de prata que já existiu. O que surge da encrenca? O ramo de prata se torna o ramo de prata. Gwion se torna Taliesin. Jesus se torna o Cristo. Gautama Sakyamuni, Siddartha, se torna o Buda. Odin se torna o todo-sábio. Ele dá as runas ao seu povo. Gwion se torna Taliesin e dá a verdade ao povo. Orfeu dá a medicina, escrita, astrologia, magia, música. Fionn nos deu o maior grupo de homens. Guiados pelas dádivas do ataque de um lugar não deste mundo, eles deram grandes coisas. Isso é o que surge da encrenca da qual falamos.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">O que as dores de parto de nossos apuros nos trarão?</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Ninguém, nem mesmo nós, sabe o que daremos, não até que seja dado, e freqüentemente nem mesmo então. O mistério do ramo de prata, de sermos nós mesmos, está além da descrição. Só conhecemos a música quando a ouvimos. O que surge da encrenca? A música mais doce do mundo &#8212; a música de nosso eu.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Mas por agora estamos em apuros.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Fomos atacados. Estamos mortos. Encontramo-nos no momento paradoxal que é ambos, morte e nascimento.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Precisamos de um livro dos mortos?</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Precisamos de um livro dos vivos?</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Poderia o livro dos mortos ser também o livro dos vivos?</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Este grande livro poderia nos indicar o caminho da vida na morte, da morte na vida. Que maravilhas nos aguardam? Que perigos?</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Existe esse livro? Existe um livro dos vivos e dos mortos, ou deveríamos deixar os mortos aos mortos e buscar um novo modo de vida? Um modo de vida que surja da morte. Onde está o caminho para sair deste terrível momento quando não estamos mortos mas não vivemos, quando perecemos e fomos dados à luz? Existe um livro assim que nos mostre a saída deste terrível momento?</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">O caminho para a vida.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Em nossa tolice humana, pensamos poder evitar o ataque. Pensamos, como Maíle Dúin, que chegaríamos à ilha de nosso destino sem sermos molestados e nossa tarefa seria facilmente realizada. Pensamos, em nossa tolice, que retornaríamos logo para nosso lar. </span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">O vento teve outras idéias.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Estamos agora presos no instante que é morte e nascimento. Terrível paradoxo. Dor atrás. Medo adiante. O que fazer?</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Estamos presos. Capturados. Á deriva.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Pois assim como Maíle Dúin, como Brendan, como Ulisses, deveremos navegar de ilha em ilha, descobrindo maravilhas e terrores. As maravilhas e terrores das ilhas de nosso Eu. Eles navegaram de ilha em ilha desesperadamente desejando voltar para seus lares, ou seguir para vingar a perda do <i>Gume da Batalha</i>, a perda do pai, a perda do eu. Desesperadamente queremos deter o anseio em nossas almas; o anseio por união, o anseio pelo Eu realizado.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Mas simplesmente isso não é fácil assim.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Estamos numa jornada. Uma jornada do paradoxo da morte e do nascimento. Consultemos o Livro Celta dos Mortos. Ele poderia também se chamar o Livro dos Vivos. O livro do viajante vivo. O livro da mente viva, da alma viva. Provavelmente ele deveria se chamar <i>O Livro dos Mortos e dos Vivos</i>. </span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Terrível paradoxo. Dor atrás. Medo adiante. O que fazer?</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">E quanto ao filho do <i>Gume da Batalha</i>? E quanto ao filho criado por uma rainha que não era sua mãe? E quanto ao filho nascido de um guerreiro e de uma mulher santa? O filho que é a encarnação do guerreiro espiritual. O filho que é demasiadamente belo e muitas vezes hábil em tudo o que se propõe a realizar. </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">O filho do <i>Gume da Batalha</i>; </span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">o filho cujo pai foi morto por bandoleiros.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">O filho que perdeu seu pai que era chamado de o <i>Gume da Batalha.</i></span><i><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></i></p>
<p align="left"><i><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span></i><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">O filho que não consegue encontrar seu gume.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">O filho que quer a resposta à pergunta que todos nós fazemos: Quem sou eu?</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">O filho que, ao invés, é excitado à vingança por um homem de língua venenosa no túmulo de seu pai.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">O filho chamado Maíle Dúin.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">E quanto à sua viagem, sua <i>immram</i>? Consultemos o que já foi chamado de o Livro Celta dos Mortos. Poderemos, neste Livro Celta dos Mortos, encontrar o caminho da vida? Poderemos encontrar a saída deste terrível momento de paradoxo?</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><i><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Formigas gigantes avançam para o mar</span></i><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">O livro poderia se também chamado de mapa. Um mapa diferente de qualquer outro já visto. Um mapa de uma região sem estradas ou cidades. Um mapa da consciência e da alma. Um mapa da jornada da alma. Um mapa assustador.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><i><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Formigas gigantes avançam para o mar</span></i><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">. Não tema.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Partindo para vingar a morte de seu pai, Maíle Dúin achou bem mais do que procurava. Os ventos o desviaram do curso, para longe da ilha onde os assassinos de seu pai zombavam e riam. Sua <i>immram</i> não era intencional. Nossa jornada freqüentemente não é intencional. Partimos para um lugar, e acabamos em outro, num lugar onde não tínhamos intenção de ir. De fato, freqüentemente acabamos dando num lugar que estávamos evitando a todo o custo.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Quando somos atacados, partimos nesta jornada. Maíle Dúin queria vingar a morte do pai. Nós queremos evitar o ataque. Mas aonde podemos ir para evitar o ataque? A parte alguma. Queremos deter o anseio. Queremos ser quem somos. Os resultados desta jornada não serão os esperados, então entregue suas expectativas ao fogo e simplesmente se apresente. Deixe suas expectativas onde estão. </span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Deixe as formigas gigantes onde estão.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Esta é uma jornada até as profundezas. </span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Esta é uma jornada de retorno.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">No segundo em que Brendan entrou no mar, ele embarcou numa jornada de retorno.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">No segundo em que Maíle Dúin entrou no mar, ele embarcou numa jornada de retorno.</span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">No mesmo instante em que Oísin montou no cavalo branco, ele partiu numa jornada de retorno.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Estamos na mesma jornada, a mesma odisséia de ilha a ilha. As ilhas por onde viajamos são as ilhas do nosso corpo, da nossa mente, da nossa alma. Queremos regressar ao nosso lar. À segurança de nossas muralhas. Mas não podemos regressar. Aquele lar com sua segurança já não está mais lá. Nossas muralhas ruíram. Quando saímos ao mar, um medo nos impelia. Uma paixão nos impelia. Uma paixão de anseio. Qualquer senso de segurança que tivéssemos então era falso. Acabou. Deixe-o com as formigas vermelhas gigantes e as suas expectativas.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Nós <i>poderíamos</i> regressar a <i>um</i> lar. Mas não seria o mesmo. Seríamos como Oisín retornando à Irlanda após cem anos na Ilha da Juventude. Oisín retornando a uma Irlanda diferente daquela que deixou. Com os Fianna partidos, retornamos a pessoas e cavalos pequenos que não nos reconhecem.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Esta jornada é uma jornada até as profundezas e uma jornada de retorno. </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">O retorno, no entanto, assim como o resto da jornada, não é o que se esperava. Não retornaremos aos antigos padrões. Nossos antigos padrões nos matariam instantaneamente. Quando voltamos aos antigos padrões, as formigas gigantes nos devoram. O gato brincalhão dispara através de nós, uma seta flamejante, transformando-nos em pó.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Se reassumirmos antigos padrões, os antigos padrões nos transformarão em pó.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Esta é uma jornada para trazer para fora o que está dentro de nós. Se falharmos, ela nos destruirá. Se falharmos, seguiremos para sempre com os enlutados dentro de nós. Seremos como o irmão de criação de Maíle Dúin, sempre de preto, lamentando em luto.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Não podemos regressar ao velho lar e sentar à beira do fogo como se nada tivesse acontecido. Estivemos nas profundezas do mundo. Algo aconteceu. Algo portentoso aconteceu, a nós e ao nosso mundo. Sentar à beira do fogo, como sempre fizemos, nos destruirá.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Cairemos do cavalo junto com Oisín.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Poderíamos redescobrir uma segurança. Poderíamos perceber que não precisamos de muralhas para a segurança. Se viajarmos às ilhas de nossa psique, perceberemos que não há segurança atrás de muralhas, não há segurança dentro das muralhas, não há segurança no nosso lar, não há conforto em nossos sapatos pesados com a lama do dogma. Se viajarmos a essas ilhas distantes, poderemos aprender as coisas que Maíle Dúin aprendeu, as coisas que Brendan aprendeu. As coisas que Ulisses aprendeu. Não há segurança nas alturas, não há segurança nas profundezas, só há segurança para além de todas as profundezas e todas as alturas.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Mas para alcançar esta segurança para além de todas as profundezas e todas as alturas, primeiro temos de passar pelas profundezas.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Esta é a jornada às profundezas. Não há segurança.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Então, agora, vamos preparar nossos barcos e seguir pelo mar. É hora de partirmos. Mas o que digo eu? É minha hora de partir. É sua hora de partir. A jornada deve ser feita em solidão. Somos nossa própria tripulação. Nosso Eu inteiro deve nos acompanhar. Devemos empreender a jornada como nosso Eu com todas as suas partes. Não mais. Não menos. Atenção: qualquer parte que levemos em nossa tripulação que não seja realmente uma parte de nosso Eu, não voltará.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Deveremos navegar pelo mar de vidro. O mar da clareza. O mar da honestidade. A jornada às profundezas exige clareza. Exige honestidade. Não é fácil. Não podemos nos esconder de nosso Eu atrás de partes que não são do Eu. A jornada às profundezas será de purificação.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Essa é a jornada às profundezas. A jornada às profundezas nos purificará daquelas partes de nós que não são de nosso Eu. Atenção: os detritos serão removidos.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">E mesmo assim essas partes que pensamos serem parte de nosso Eu acharão jeito de embarcar conosco. Em nossa tolice, ignoramos as palavras dos sábios, e permitiremos que elas venham conosco.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Ai do primeiro irmão de criação, para sempre cinzas no mar.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Ai do segundo irmão de criação, para sempre em luto.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Ai do terceiro irmão de criação, para sempre rindo.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Atenção. Nossa segurança se foi.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Atenção: estamos deixando a segurança da terra, a segurança de uma religião que nos foi dada, às vezes forçada sobre nós. Devemos esquecer a religião. Devemos abandonar a segurança da religião. No instante em que zarpamos em nosso barco, esta segurança desaparece; desaparece enquanto embarcamos em nossa jornada de retorno.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">E assim a pergunta é essa: retornaremos? Seremos capazes disso?</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Em nossa humana tolice, pensamos estar perto de nosso objetivo. Pensamos que ele será fácil. Pensamos, em nossa tolice, que voltaremos em breve ao nosso lar.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Aceitamos o ataque dos ventos e, no mar inquieto, somos lançados de lá para cá pelo capricho dos ventos. Estamos vivos e mortos. Lamentamos esse estado de coisas e temos certeza de que ele é culpa das partes do Eu que não são do Eu.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Nós permitimos que viessem. Ignoramos as palavras dos sábios. E agora, num mar perigoso, nós as culpamos. </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Estamos com medo.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Uma ilha surge.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Dessa ilha, formigas vermelhas gigantes avançam para o mar.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Afaste-se! Você não tem que olhar para esta ilha.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Afaste-se! Você não precisa vir aqui.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">As formigas vermelhas gigantes de nossas decisões avançam para o mar. Nossas decisões e escolhas criaram essas formigas do tamanho de potros, agora ávidas para nos devorar. Nossas decisões e escolhas são o que faz a nossa vida. Nossas decisões e escolhas são o que afeta os outros.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Nós ainda não as vemos como são. Temos medo do mundo à nossa volta, ele certamente nos devorará a qualquer momento. Nós ainda precisamos aprender sobre:</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">As formigas vermelhas gigantes de nossos motivos.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">As formigas vermelhas gigantes de nossos instintos.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">As formigas vermelhas gigantes da religião de outra pessoa.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Afaste-se da beira!</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Na ilha das formigas gigantes, conhecemos o medo. Tememos por nós, tememos por nossos irmãos de criação. Remem para a ilha dos pássaros! A nutrição do espírito aliviará nossos medos. </span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Mas o cavalo de patas de cão nos relembra. Ele pisoteia a areia, nos atira pedras. Se nossos motivos, se nossos instintos apenas pudessem ficar dentro.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Ah, mas eles não ficam. Eles são o alimento do cavalo de patas de cão. Alimentamos a mesma coisa que nos destruiria. Em nossa tolice, não vemos. Só vemos os restos do saque, cascas das avelãs da sabedoria na ilha dos cavaleiros gigantes. Não vemos os cavaleiros gigantes dos cavalos gigantes, não vemos como alimentamos o cavalo de patas de cão ávido por nos destruir. Ouvimos os cavaleiros falando, mas não entendemos sua língua. Só ouvimos nossa insanidade em suas vozes, em nossas cabeças. Ouvimos a vanglória da corrida. Insanidade da corrida dos demônios.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">A morte anda está tão perto de nós, nosso nascimento é temeroso. O mundo ao nosso redor nos devorará a qualquer momento. A nuvem da catástrofe iminente se abrirá e nos afogará.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Numa perigosa jornada estamos nós. Ser humano é a mais perigosa das jornadas.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Os cavaleiros invisíveis nos cavalos mais velozes que o vento nos assustam. Mas para os cavaleiros dessas montarias, não há medo. Eles podem montar, cavalgar, e correr com esses animais magníficos. Eles estiveram onde não fomos ainda, eles sabem o que não sabemos, e nós os tememos.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Sabemos que estamos em apuros. Sabemos que fomos atacados. Porque fomos atacados?</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Não temam. Continuem. </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">A morte já passou.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">A encrenca de Caridwen já passou.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Agora começa a encrenca real.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">A vida está atrás daquela porta.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Para encontrar o começo do nascer, devemos querer prosseguir, devemos querer navegar até a próxima ilha. É lá que encontraremos uma porta com uma abertura.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">A abertura que a disposição abre.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">A abertura aberta pela disposição e que deixa o nutritivo salmão passar do mar à casa. Considere a sabedoria do salmão. Considere nossa sabedoria, que nos cegou e ensurdeceu aos cavaleiros e suas corridas. Considere nossa sabedoria, que criou formigas vermelhas gigantes e cavalos de patas de cão para nos devorar.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Considere a sabedoria do salmão.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Considere a sabedoria do salmão, a sabedoria das avelãs pendendo sobre o poço da sabedoria. Considere Odin no poço da sabedoria. Odin, agora um salmão, vem à casa. Considere Fionn e Finnegas. Fionn agora com a sabedoria de Fionn vem à casa. Jesus agora o Cristo, Siddartha agora o Buda, vêm à casa pela abertura da disposição.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Considere todos os outros que foram atacados. Atacados pelo salmão da sabedoria.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Você está disposto a mover a abertura para deixar o salmão entrar em sua casa?</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Considere o jovem na campina verde, atacando Cormac com o doce vermelho da encrenca. Pegue um ramo enquanto atravessamos a ilha das árvores. Segure-o na mão por três dias. Não o deixe sair de sua mão por três dias. Não o jogue de lado até que a maravilha do nascimento ocorra. </span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Um menino não pode se forçar a crescer. Uma árvore não pode se forçar às alturas.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Um menino não pode se impedir de crescer. Uma árvore não pode se impedir de alcançar as alturas.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Nosso nascimento não provêm de nossos esforços. Nosso nascimento virá da cessação dos esforços. Nosso nascimento virá da paciência e da aceitação do ramo como um ramo.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Mas isso exige tempo. A jornada já começou.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">Segure o ramo por três dias e terá a doçura das maçãs para nutri-lo.</span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"></span><i><u><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;">O Livro dos Mortos e dos Vivos</span></u></i><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> de James Liter © 2007. Todos os Direitos Reservados. A reprodução deste artigo sob qualquer forma é proibida sem autorização escrita do autor.</span><span style="font-size:9pt;"><font face="Helvetica"> </font></span></p>
<p align="left"><span style="font-size:9pt;"></span><span style="font-size:9pt;"><font face="Helvetica">Traduzido do Inglês por Endovelicon (Ricardo S. Silva) em Fevereiro de 2008 com Permissão do Autor.</font></span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span></p>
<p><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"><!--more--> </span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span><span style="font-size:9pt;font-family:Helvetica;"> </span><span style="font-size:9pt;font-family:'Book Antiqua';"> </span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/endovelicon.wordpress.com/1/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/endovelicon.wordpress.com/1/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/endovelicon.wordpress.com/1/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/endovelicon.wordpress.com/1/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/endovelicon.wordpress.com/1/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/endovelicon.wordpress.com/1/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/endovelicon.wordpress.com/1/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/endovelicon.wordpress.com/1/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/endovelicon.wordpress.com/1/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/endovelicon.wordpress.com/1/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/endovelicon.wordpress.com/1/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/endovelicon.wordpress.com/1/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/endovelicon.wordpress.com/1/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/endovelicon.wordpress.com/1/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/endovelicon.wordpress.com/1/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/endovelicon.wordpress.com/1/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=endovelicon.wordpress.com&amp;blog=2749506&amp;post=1&amp;subd=endovelicon&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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